sábado, 31 de janeiro de 2015

INOCÊNCIA PERDIDA


Encontro-me hoje sozinho
Meditando no caminho
Que percorri à procura
Desse amor inocente
Nessa ânsia frequente
Que quase toca a loucura
Desperto nestes sentidos
Que me fazem ganhar gosto
Pela vida tão querida
Tão bela e tão vivida
Nesses meses de Agosto
Recordando essas minhas férias
À sombra do sol de verão
Em que saboreava de dia
A mais bela poesia
Vivendo da sedução
Passados foram os anos
Que em encantos tamanhos
Me deslumbraram de tal forma
Que ansiava de dia
Aquela que de noite dormia
Comigo na minha cama
Sonhando frequentemente
Todos os dias diferente
Com essa bela mulher
Que não era nada mais
Do que um porto, um cais
No qual eu me abrigava
Sempre que de noite sonhava
E de manhã acordava
Na minha cama sozinho
Pensando ser de verdade
O sonho breve e sensual
Que afinal não passava

De uma febre estival

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