sábado, 31 de janeiro de 2015

O PERIGO


O perigo sempre à espreita
Rondando a nossa rua
O perigo que tropeça
Nessa calçada nua
O perigo que se esconde
Nas vielas e nos becos
O perigo que atormenta
Na ponta da tábua os pregos
O perigo tão medonho
Que do medo tem também
Medo do próprio perigo
De ti, de mim e de mais alguém
O perigo que consome
Quem do fogo se aproxima
O medo que nos consome
Nesse perigo…

Que é a própria vida…

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