sábado, 31 de janeiro de 2015

CASCA


Do VERBO se fez CARNE encarnando em (P)oema
Do pó se fez homem manifesto TEMA
Da palavra VIDA se fez MULHER frutífera
Árvore frondosa que se transformou em MATÉRIA VIVA
Insuflou a VIDA nesse ADÃO primário
Transformando o PÓ num HOMEM
…IMAGINÁRIO…
E pelo SONHO cresceu essa CRIAÇÃO FECUNDA
De uma imaginação VIVA da TERRA FUNDA
EVA , AVÉ , MARIA Mãe
Daquele que a teve
E também do que a não teve
Mas foi filho de alguém
Como disse esse (P)oeta
Num outro poema qualquer:
- «(…) todos tiveram Pai
todos tiveram Mãe (…)»
E dos filhos que tiveram
Netos de seus avós
Somos EU e TU
Somos todos NÓS
E essa CASCA que crescia
Fruto dessa liberdade
De parir VERBOS e VERSOS
Com a mesma facilidade
Com que se fazem promessas
De eterna FELICIDADE (…)
E então a sombra veio, e sobreveio a escuridão
Extinguiu-se a luz dessa VIDA, dessa VIDA de ILUSÃO
E logo de seguida vieram os bichos da terra
Para transformar em pó esse corpo cansado, essa MATÉRIA
Uns tombam pela GUERRA outros sucumbem ao FADO
De uma vida cheia «(…) de ironias e cansaços (…)»
Tombando aos pés de DEUS ou do diabo em seus braços
O mundo no entanto GIRA, «ARIG», GIRA sem parar
Como se de a morte não se importasse
Como se não importasse a impossibilidade de ficar
São assim todos os dias, um dia MEU outro dia TEU
O espírito do (M)UNDO é DEUS
O homem MORTO sou EU (…)



(6 de Junho de 2014)

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